A Criança com Diplegia Espástica

A criança com diplegia espástica faz parte do grupo de Paralisia Cerebral. São espásticas, com envolvimento maior dos membros inferiores (MMII).

GENERALIDADES:

- A causa mais frequente é a prematuridade.

- Atraso no desenvolvimento motor global.

- À princípio o tônus é normal.

- Até 3,4 meses são parecidos com o bebê normal.

- Habilidade manipulativa é menos envolvida. Levam mãos à boca. O uso dos membros superiores (MMSS) aumenta a reação associada e irradia sutilmente para membros inferiores  (MMII).

- Quando a extensão chega ao quadril no sexto mês, é que a diplegia começará a ser percebida.

- Aos 5 meses falta a descoberta dos pés; e a movimentação da pelve em supino (antero e retroversão) não se aprimora.

- MMII + comprometidos. Discreta espasticidade inicial – ênfase à RI = adução durante movimentação espontânea.

- Chegam à locomoção.

- Equinismo dinâmico.

- Presença dos reflexos RTCA, RTL, RTCS, preensão plantar e palmar, reações associadas.

- Ausência da Reação Anfíbia e do desenvolvimento das Reações de Equilíbrio.

- Reação de Extensão Protetora exacerbada (principalmente para frente).

- Podem ser de grau moderado à leve.

- O uso excessivo dos braços faz com que percam a movimentação fina.

- Quando mais velhos, mais pesados, fala difícil, tendem a ir para cadeira de rodas.

- No desenvolvimento do diplégico a transferência  do peso está sempre à frente (tronco e MMSS).

 

PROBLEMAS GERAIS DO DIPLÉGICO:

- Hiperlordose lombar.

- Cifose dorsal.

- Cifoescoliose (assimetria).

- Sub-luxação dos quadris.

- Contraturas em flexão quadril/joelhos.

- Contraturas em RI (rotação interna).

- Equino varo ou valgo dos pés (pronação).

- Pé mata-borrão.

- Dificuldade na supinação dos MMSS.

- Um braço mais em flexão (RTCA).

- Problemas perceptuais, se acentuam com o estrabismo.

- Sentar em “W”.

- Durante a marcha descarregam peso sobre o tronco e não nos quadris, causando desta forma grande gasto energético durante esta atividade.

 

NECESSITAM:

- Dissociar MMII.

- Dissociar cinturas.                                                         

- Transferir peso.

- Extensão de tronco.

- Posturas que quebrem padrão.

- Evitar movimentos compensatórios.

 

Quando a criança diplégica ainda é bebê deve-se acompanhar a escala de maturação preocupando-se em:

- evitar sentar em “w”.

- retificar tronco (extensão com rotação).

- dissociar cinturas e MMII (rolar, arrastar, joelhos, semi-ajoelhado, side-sitting, etc…)

- alternar padrões (urso, cócoras, long-sitting, etc…).

- adiantar fases (se possível).

- evitar retrações e/ou contraturas de MMII.

- trabalhar mais abdução e rotação externa de MMII.

- conscientizar o calcanhar.

- promover elevação e supinação + rotação externa de MMSS.

- adoção da postura de pé o mais precoce possível, com bom alinhamento postural.

Este é o tratamento global de uma maneira geral. Acrescentando-se as fases de cirurgias e prescrição de alguma órtese (bengalas, cadeiras, calhas,…)

OBS: Se for de interesse do fisioterapeuta o uso da bengala para estimular no paciente o gosto pela marcha, é bom saber que uma vez adaptado à bengala ficará mais difícil para o paciente abandoná-la e tentar a marcha livre.

Ou se tenta a marcha livre de uma vez, ou  se opta pelo uso do apoio das bengalas como independência definitiva.

Andadores (de preferência os posteriores) e a Paralela são mais indicados para esta transição.

 

22 comments

  1. Roberta disse:

    Sou uma diplegica espastica,e infelismente meus pais não tiveram a preocupação de saber mais sobre minha deficiência,sobre o paralisado cerebral,mas a pesar da ignorância deles eu me considero uma pessoa abençoada em comparação a outros paralisados cerebrais, li sobre a dipleia espastica hoje sofro as consequencias da diplegia por ter tido o tratamento adequado devido a dificuldade pra me locomover e o que mais me incomoda e a coluna.
    Mesmo assim eu posso trabalhar fora ando pra lugares longes, viajo de onibos por varias horas,cuido da minha casa, tenho uma filha linda,apesar das dificuldades que não são sempre, tenho uma vida como de uma pessoa normal,o que infelizmente outros paralisados cerebrais não tem.
    Sou uma diplegica espastica muito feliz.

    • Antonio Pedralino disse:

      Tenho um filho de 8 anos que sofre deste mal e usa andador para locomover-se. Faz fisioterapia desde os 30 meses quando enfim descobrimos o seu real problema. Asim como natação desde os seis anos. Vai para escola normalmente como outra criança de sua idade. A dificuldade é apenas na atividades físicas e deslocamentos para banheiro, cantina, pois as escolas ainda devem muito em acessibilidade.

      Obrigado pelo seu depoimento e seja muito feliz. Meu filho é o terceiro e apesar deste problema, é o mais alegre de todos.

      Antonio.

    • Vani Mella disse:

      o que vc acha Roberta que poderia ter sido feito por vc?

  2. Roberta disse:

    Corrigindo um treço do meu depoimento:
    hoje sofro as consequencias da diplegia por não ter tido o tratamento adequado

    • Denise disse:

      Roberta,
      Gostaria muito de conversar com vc, pois
      tenho uma filha q foi diagnosticada com leokomalacia periventricular
      (Paralisia cerebral) e queria saber mais sobre essa
      doenças, saber como posso ajuda-la em casa.
      Ela tem 1 ano e 7 meses. Fico preocupada se
      se ela andara ou nao.
      Por favor entre em contato comigo…
      Meu email de.harada@hotmail.com

    • Vani Mella disse:

      qual seria o tratamento adequado na tua opinião?

  3. Delma disse:

    Pesquisando para tratar meu primeiro paciente de PC!! OBG!

  4. Vani Mella disse:

    Tenho um filho de 03 anos, ele é diplégico espatico.Comecei desde cedo quando ele tinha 07 meses,sempre fazendo fisioterapia, ja fizemos por duas vezes botox.faz uso de orteses, mas nada está adiantando, ele só engatinha, não consegue ficar em pé.O que devo fazer?

  5. Vani Mella disse:

    Gostaria de opiniões para quem já passou por isso.Obrigada.vaninehringmella@hotmail.com

  6. eliane disse:

    tenho uma filha com paralisia celebral espatica que atingiu so as pernas dela gostaria de sabe se ela vai ter uma vida normal tipo assim andar sozinha pq ela anda com o meu apoio e o apoio de um andador ja usou bota ortese mas nada resolveu,faco tratamento nela nas rede sarah mas me falaram que ela vai sempre ser depende do andador e ela se isolar muito com essa deficiencia hoje ela tem 15 anos.sera que um dia minha filha vai andar sozinha ter uma vida normal

    • osmar leao disse:

      gostaria de dizer o seguinte hoje tenho 35 anos tenho PC espatica Moderada (pernas) so consegui andar com um ano e sete meses na epoca como eu morava em uma fazenda meu pai fez um andador rudmentar para mim mais na minha opiniao ajudou muito depois com 07 anos ele me deu uma bicicleta que tambem contribuiu muito para que minhas pernas adquire forças. hoje levo uma vida praticamente normal ando de bicileta dirijo carro sem adaptaçoes ando sem o auxilio de nenhum aparelho.
      tambem na AACD os medicos disseram a minha mae que com no maximo 15 anos eu nao adaria mais e p vc ver hoje tenho 35 e estou aqui andando firme e forte e certo que tenho algumas limitações como por exemplo permanecer muito tempo em pe e caminhar por espaços muito longos porque causa dor nos joelhos mais no mais levo uma vida normal.

      entao na minha opiniao vc deve acreditar que e possivel superar os limites pois eu sou a prova viva disso e nem sempre o diagnostico dos medicos sao exatos

  7. luciane strandberg disse:

    uacurso pedagogia,e sei que o diagnostico precoce,é o inicio para que as pessoas com diplegia espastica,possa se desenvolver em melhores condições,todos ao seu redor precisam ajudar na sua inclusão total.

  8. luciane strandberg disse:

    uacurso pedagogia,e sei que o diagnostico precoce,é o inicio para que as pessoas com diplegia espastica,possa se desenvolver em melhores condições,todos ao seu redor precisam ajudar na sua inclusão total.

  9. fabricio silva disse:

    tenho um filho de 7 anos,com espástica diplégica,descobrimos aos 9 meses pois ele não sentava,aí começou a nossa grande luta para fazer o melhor por ele,com muitas seções de fisioterapia e aplicando Botox,ele aos 5 anos começou a andar sozinho e graças a Deus,hoje ele faz tudo sozinho vai a escola joga futebol ganhou até um campeonato de games,meu filho é meu orgulho aprendi muito com ele,e claro a luta não acabou agora estamos no preparando para cirurgia que ele fará este ano de 2013,tenha fé e nunca desista de seu filho. caso queira ver fotos ou falar a respeita :email: fabriciomecbc@bol.com

  10. kelly de souza rodeigues disse:

    meu nome é kelly de souza tenho 26 anos ,tambem tenho paralisia cerebral diplegica espastica ,graças a deus eu ando com dificuldade ,mas ando ,falo com dificuldade e tenho problema de vista(miopia).estudei em escola normal ,apesar tudo isso nao aceitou minha aprendizagem.tenho dificuldade em matemática ,adoro ler e escrever.

  11. tamara damiani disse:

    oi! sou a mamãe do Caio ele tem 5 anos ele tem paralicia celebral diplegia espatica mais ele graças a Deus ele é bem esperto fala bem,esta agora andando bem bem melhor e só com 5 anos já escreve o primeiro e o segundo nome dele treme um pouco, mais vai bem as vezes não endendemos o que ele quis escrever e a mairia sim eu entendo.

  12. tamara damiani disse:

    oi! sou a mamãe do Caio ele tem 5 anos ele tem paralicia celebral diplegia espatica mais ele graças a Deus ele é bem esperto fala bem,esta agora andando bem bem melhor e só com 5 anos já escreve o primeiro e o segundo nome dele treme um pouco, mais vai bem as vezes não endendemos o que ele quis escrever e a mairia sim eu entendo.amo meu filho de mais eu creio que ele vai ser um grande garoto.

  13. elisete brito disse:

    sou mae de lavinia, crianca de 2-anos e 4 meses, com paralisia cerebral, que afetou mais os MMII, VIM DESCOBRIR ELA JÁ TINHA NOVE MESES, dei inicio a fisioterapia, adiantou ela esta andando mesmo com dificuldade, o pezinho esquerdo na ponta do pé não conseguem abaixa ela cai muito, a fisioterapia não esta adiantando, tou preocupada, que tipo de fisioterapia ela pode fazer para melhora essa postura.
    grata Elisete?

    • marcia disse:

      Oi Elisete!

      Apesar do pouco que foi descrito, posso opinar da seguinte forma:

      Aconselho os alongamentos ativos, como agachamentos com os pés bem apoiados no chão.
      Mobilização deste pé.
      Um bom calçado sempre que possível que não seja muito deformante como chinelinhos.
      Optar por calçados mais resistentes.
      Subir rampas também ajuda.
      Seria bom a opinião de um ortopedista que poderá avaliar o aspecto ortopédico e
      indicar uma órtese, ou aplicação da toxina botulínica(botox), ou
      a possibilidade de uma futura cirurgia que geralmente se faz por volta dos 5 anos, ou apenas
      acompanhar o caso. Ele verificará também se não há nenhum encurtamento deste segmento.
      Continue com a fisioterapia, e solicite do seu fisioterapeuta maiores orientações.

      Espero ter ajudado.
      Estaremos sempre à disposição.
      Obrigada pelo contato.
      Boa sorte!
      Márcia

    • Maiara disse:

      oi tenho um filho de 1 ano e 6 meses ele tem diplegia espastica e quero colocar ele na equoterapia que dizem que é muuuito bom uma das melhores terapias que tem! se informe certinho para ver se é bom pra ela!

  14. Meu filho e minha nora são pais de gêmeas univitelinas, nasceram prematuras e uma dela tem Sídrome de West , uma consequência, de uma Leucomolácia Ventricular bilateral extensa.Estamos todos muito aflitos e os pais tem sofrido muito…Sou uma das avós e portanto gostaria de saber mais sobre a Leucomolácia. Gostei das informações obtidas através deste site.Obrigado.

  15. Karina E. Gielow disse:

    Olá !!!
    tenho um filho de 8 anos que tem diplegia espastica. Descobrimos o real problema dele quando já tinha 2 anos e meio. Começou com sessões de fisio e o uso da ortese tipo tamarak. Já fizemos várias aplicações de botox tbm.
    Gostaria de uma informação sobre a possibilidade de ele fazer uma cirurgia, pois a médica dele acha que ainda não é hora de fazer, que quanto mais adiarmos melhor. O caso dele é leve, mas mesmo assim tem as suas dificuldades.
    Aguardo uma resposta .
    Obrigada !!!!

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